O que é o Salar do Uyuni?

O maior deserto de sal do mundo: isso é o Salar de Uyuni, na Bolívia.

O Atacama, todo mundo conhece. E, se não conhece, deveria. Sério!

E o Salar do Uyuni, o que é? Nem tão conhecido quanto o deserto chileno, mas nem por isso menos exuberante. A propósito, esse é um destino que ainda precisa ser descoberto por brasileiros e gente de todo o mundo, porque a experiência é mais do que memorável. É única!

O Salar de Uyuni, localizado na Bolívia, é o maior deserto de sal do planeta. Uma área de mais de 11 mil quilômetros quadrados, situada a 3.600 metros de altitude e a 600 km da capital La Paz, onde se localizava um lago na pré-história. O lago secou e deixou uma paisagem desértica, com numerosas formações rochosas e as ilhas de cactos, e a única formação natural que pode ser vista do espaço!

O salar é um destino exclusivo, uma aventura ainda experimentada por pouca gente. E viajar para lá é mais fácil do que parece, mas é preciso planejamento. Primeiro fator a levar em consideração: nunca pense em ir sozinho. Por se tratar de uma vasta extensão, predominantemente tomada por sal branco sem fim, são poucos os pontos de referência no lugar que fica entre a cidade boliviana de Uyuni e o Deserto do Atacama. Aliás, é possível contratar pacotes para cruzar o salar de ponta a ponta, a bordo de um carro, ao longo de 4 dias. 

Outro ponto importante: em qual época do ano você vai querer conhecer essa maravilha natural. É bom levar em consideração que no Inverno é aquela vastidão de sal branco a perder de vista, com a superfície refletindo os raios solares de modo irremediavelmente ofuscante. No verão, com a temporada de chuvas, um fino e interminável espelho d’água domina a paisagem, refletindo o céu estrelado até o horizonte (o desafio é conseguir distinguir o horizonte…). O principal cuidado a tomar no caso da estação chuvosa é sobre o índice pluviométrico: caso chova muito, fica inviável dirigir pela região, dado o volume de água depositada sobre a superfície do lugar.

O Uyuni em duas épocas diferentes do ano: com as chuvas de verão, a superfície fica absolutamente tomada por um enorme espelho d’água.

Durante a experiência, você vai ver e pisar sobre muito sal — inclusive casas, hotéis e artesanato local, construídos e feitos inteiramente do mineral. Nem tudo é sal, porém.

Ainda próximo ao vilarejo de Uyuni está localizado o Cemitério de Trens, uma exposição a céu aberto de vagões sucateados de empresas ferroviárias de todo o mundo que tentaram operar e explorar a região — bastante rica em minerais como lítio, magnésio e potássio. Há também a Isla Incahuasi, uma “ilha” de verde em meio ao branco predominante do salar onde se encontram cactos com 10 metros ou mais de altura. E o mais curioso: você vai ouvir os cactos “cantarem”; seus espinhos, enormes, “assobiam” conforme o vento sopra entre eles.

O lugar não só parece, como de fato é um sem-fim de cenários para vocês obter algumas das melhores fotos que vão povoar seus álbuns e seu Instagram. Por exemplo, a Laguna Verde, um lago de água turquesa, resultante de partículas de cobre oxidadas. Ou a Laguna Colorada, onde a cor que se espalha pela vastidão é de um vermelho tijolo bem intenso.

A fauna também se destaca nesse paraíso de sal: flamingos rosa, lhamas, vicunhas e até mesmo grandes felinos, como pumas, podem ser vistos na área.

Para completar o pacote dessa experiência inesquecível na vida de qualquer viajante, há ainda vulcões inativos, lagoas termais, gêiseres que exalam água a 38ºC, cavernas etc.

Nós temos muita, muita experiência em operar passeios pelo Uyuni e uma coisa podemos garantir: você nunca viu ou viveu nada igual em toda sua vida. Como a gente disse, é hora de descobrir essa maravilha natural.

Qual a melhor época para conhecer o Deserto do Atacama?

Você pode aproveitar qualquer época do ano para conhecer o Atacama. Mas tem 4 meses no ano em que a experiência é matadora.

Uma das primeiras perguntas que todo turista faz a si mesmo quando está programando a próxima viagem de lazer é qual a melhor época do ano para visitar o destino que ele deseja conhecer. No Deserto do Atacama não é diferente.

Vamos direto ao ponto, amigo viajante? 

Os melhores meses para você curtir o deserto mais seco do mundo são Abril, Maio, Outubro ou Novembro. Ponto.

Ah, então não posso curtir minhas férias de Janeiro ou minhas férias de Julho nesse lugar incrível? 

Claro que pode. Afinal, Inverno e Verão são as épocas que mais recebem turistas brasileiros em San Pedro de Atacama todos os anos. Isso se deve ao calendário de férias escolares do país, que acabam determinando quais são as altas temporadas de férias no Brasil. Para o Atacama, os meses de Dezembro, Janeiro e Julho não são necessariamente a alta temporada.

Por isso, fizemos aqui um rápido guia para te ajudar a entender por que Maio é melhor do que Janeiro para programar sua visita e seus passeios no deserto:

O verão é excelente para conhecer o deserto chileno, mas prepare-se para enfrentar muuuuuita chuva.
  • DEZEMBRO, JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO – Sim, é Verão! E, quando a gente fala na estação mais quente do ano, não podemos esquecer que chove, mas chove muito nessa época. Atacama? Mesma coisa não fosse por um detalhe: o Inverno Altiplânico. Essa é a época da temporada de chuvas no deserto, que percorre os três primeiros meses do ano. Pode fechar seu pacote para curtir o deserto, mas prepare-se para encarar chuvas em vários momentos da viagem. E tem o calor. Atacama é deserto, portanto, espere calor de verdade durante o dia, ainda mais porque o Atacama se localiza a 2.400 metros de altitude, em que são poucas as nuvens para ajudar a filtrar a incidência do Sol sobre os turistas. Então, se sua viagem está marcada para os meses de janeiro, fevereiro e março, não esqueça de arrumar a mala com protetor solar e roupas leves e, sempre (sempre mesmo!) se hidratar durante os passeios.
  • ABRIL E MAIO – Escolheu dois dos melhores meses do ano para conhecer essa maravilha natural que é o Atacama. Estamos na meia-estação e você está fugindo das temperaturas extremas, do calor escaldante do deserto no Verão e das tempestades de neve que predominam na região ao longo do Inverno. Está com passagem comprada para um desses dois meses? Agora só fechar os melhores passeios e curtir.
Atenção para os meses do inverno: é comum algumas estradas serem fechadas nesse período por conta da quantidade de neve que cai.
  • JUNHO, JULHO E AGOSTO – Viu que mencionamos tempestades de neve logo acima? Aqui no Atacama, essas tempestades são largamente conhecidas como “Vento Branco”, e sua incidência é alta especialmente no mês de Julho. Por conta desse fenômeno bastante recorrente, é muito comum que no Inverno as estradas sejam fechadas e a visitação a alguns lugares passe a ser restrita, o que pode fazer com que um ou mais dos passeios que você gostaria de fazer sejam cancelados. E já tem sido praxe interromper o acesso a esses lugares 1 mês antes, ou seja, em Junho. Alguns dos lugares que geralmente têm visitação interrompida no Inverno: Rota dos Solares (também conhecida como Salar de Tara), Piedras Rojas e Lagoas Altiplânicas, além do trekking para o vulcão Lascar. Sem contar o frio. Nos locais onde são feitos alguns dos principais passeios do Atacama, como os Geysers el Tatio, a temperatura cai a níveis abaixo de zero. Paisagens lindas para a contemplação, desde que seja possível visitá-las. Em Agosto, mantêm-se as mesmas condições, só que com uma vantagem: a possibilidade de contemplar o Deserto Nevado, com toda a paisagem da cordilheira coberta da neve que se acumula no Inverno.
  • SETEMBRO – Inverno no fim. O que não significa que não possa ainda estar muito frio e correntes intensas de ventos. E prepare-se para encontrar San Pedro de Atacama absolutamente lotada! Além do feriado de 7 de Setembro no Brasil — que leva muitos brasileiros a povoar o Chile nessa época –, é na semana de 18 de Setembro que se comemoram as festas pátrias do Chile, com bastante agitação noturna e multidões em toda a região.
  • OUTUBRO E NOVEMBRO – Meia estação, Primavera em ação. Temperaturas amenas, nada de extremo, nem para o topo nem para o fundo do termômetro. Sem multidões, sem grandes lotações e risco muito pequeno de encontrar passeios interditados. Assim como Abril e Maio, é arrumar as malas e aproveitar tudo que o Atacama tem a oferecer.

O que eu preciso levar na mala para o Atacama?

Atacama é deserto, certo? Certo!

Por isso, quando arrumar a mala, devo incluir apenas roupas fresquinhas e leves, para aproveitar o calor desértico, certo? Errado!

Prepare-se para arrumar uma das malas mais completas de sua vida.

O Deserto do Atacama é um dos lugares com a maior diversidade de paisagens, aventuras e passeios do planeta. E, também, com uma das mais flexíveis amplitudes térmicas concentradas em um só destino de que se tem notícia. No Chile, no Brasil ou no mundo. Com lagos naturais, termas, vulcões, caminhadas, trekking, tours astronômicos, salares e gêiseres, entre outras atrações.

Só para ter uma ideia de como é elástica essa amplitude térmica de que estamos falando, podemos ir dos -20ºC até 35ºC, dependendo da época do ano e da atração turística para cujo passeio você contratou. Aliás, se quiser saber sobre quais as épocas que mais recomendamos que você aproveite, temos um post falando apenas sobre isso, aqui.

Não estamos falando aqui de uma viagem para o Nordeste brasileiro ou para o Verão na Europa. Estamos, sim, abordando um destino de aventura e que pode surpreender quem não está habituado, com variações incríveis de temperatura ao longo de um único dia, não importa a época do ano nem a estação.

Portanto, via de regra, a melhor recomendação para uma mala bem feita, arrumada e que não vá te deixar na mão, é se precaver diante de todas as possibilidades e adversidades do clima e da temperatura que você pode encontrar no deserto chileno. E que, conforme os passeios que você fizer, VAI encontrar, sem sombra de dúvidas.

Uma mala “básica” para o Atacama deve ter, pelo menos:

Um par de tênis confortáveis: seu melhor amigo no Atacama
  • 1 par de sapatos ou tênis confortáveis para caminhadas (cuidado só para não levar tênis muito casuais, com solados muito finos)
  • Roupas confortáveis para caminhadas mais tranquilas
  • Chapéu ou bonés ou qualquer outro acessório para proteger o cocuruto da incidência do Sol
  • Protetor solar, muito protetor solar, mas muito protetor solar mesmo (cuidado apenas com alguns passeios, que não permitem que você passe o produto quando já estiver lá. Portanto, passe-o ainda no hotel ou hostel)
  • Casacos e jaquetas para o fim de tarde (inclusive para levar a tiracolo em alguns dos passeios cujos horários de encerramento já avancem para o começo e/ou fim de noite)
  • Roupas quentes para serem sobrepostas. Não estamos falando aqui daquela jaqueta jeans que te acompanha desde os primórdios até hoje em dia. Aqui é o caso de levar segunda-pele, jaqueta corta-vento etc.
  • Gorro, luva e cachecol para passeios na altitude. A preocupação aqui não é desfilar o guarda-roupa de inverno, mas evitar o frio em passeios como os gêiseres
Biquíni e sungas são bem-vindos
  • Roupa de banho
  • Toalha e chinelo
  • 3 meias, especialmente se você for muito friorento/a
  • Roupa mais leve sob as roupas de inverno. Importante notar que, ao longo do ano, os dias começam bem frios e seguem esquentando
Água, água, água…
Não saia do hotel sem ela
  • Sapatos e roupas de trekking, para trilhas mais intensas, como a subida para os vulcões
  • Medicamentos para dor de cabeça, hidratante, pomada ou cremes para assaduras e soro fisiológico. Dada a altitude e a localização, é bom se prevenir para eventuais incômodos.
  • Água, água, água, água e água. Não tem por que levar água na mala daqui do Brasil, mas nunca esqueça de se hidratar, sempre e muito