
De Puno a Cusco, descubra a lenda do passeio Rota do Sol
Você não deve ter ouvido falar do passeio da Rota do Sol que liga Puno a Cusco, no Peru, mas depois desse artigo, vai querer marcar sua visita para conhecer esses lugares com os seus próprios olhos. Nesse roteiro, aprendemos sobre o passado da cultura Inca e como ela continua presente nos dias de hoje com os que mantém as tradições vivas.
Embora esse não seja um dos passeios mais conhecidos em Cusco, vamos te mostrar aqui os motivos pelos quais você vai se deslumbrar. Para começar, ele refaz a rota lendária da origem do Império Inka, passando por paisagens incríveis e vilarejos andinos que ainda buscam manter suas tradições. Além disso, a experiência inclui uma imersão gastronômica, permitindo que você explore sabores regionais autênticos.
Se você tinha alguma dúvida sobre fazer ou não o passeio da Rota do Sol, não perca essa oportunidade mágica de conectar-se com as raízes culturais do Peru enquanto desfruta das maravilhas naturais deste país andino. Entre em contato com os vendedores da Fui Gostei Trips e monte o seu roteiro de viagem pra Cusco!


O que é o Vale Sagrado?
O Vale Sagrado é a região com algumas cidades importantes para o Império Inka. Cidades como Ollantaytambo, Pisac, Aguas Calientes, Chinchero e tantas outras fazem parte do que é considerado Vale Sagrado. Cusco é como se fosse a capital, o centro de todo esse Vale. Isso quer dizer que Cusco e Machu Picchu são apenas parte do Vale Sagrado, que tem muito mais pra conhecer e aprender.
Cada cidade vai te mostrar uma parte única e fascinante da história dos Inkas, com templos sagrados, fortalezas de guerra, raízes da colonização, ruínas arqueológicas e muito mais. Além disso, os habitantes locais continuam praticando rituais e tradições ancestrais, mantendo vivos os costumes de civilizações milenares, mesmo após a dominação Inca. Portanto, respeitar essas tradições é essencial para aproveitar plenamente a experiência e compreender a riqueza cultural dessa região.
Nesse passeio de Puno a Cusco, refazemos os passos dos fundadores do Império Inca, Manco Capac e Mama Ocllo, por parte do Vale Sul. Por isso, esse passeio é tão surpreendente, revela o passado do Império Inca enquanto nos mostra os traços deixados de herança até hoje. E por ser um caminho feito a pedido da divindade Inti, o Deus Sol, o trajeto de Puno a Cusco é chamado de Rota do Sol em sua homenagem.
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Lenda da Rota do Sol
Mas, afinal, o que é a lenda da Rota do Sol? A Rota do Sol conta a história dos Inkas e da fundação da cidade de Cusco. Os Incas eram politeístas e reverenciavam muitos deuses, sendo o principal o Deus Sol, Inti, e a Pachamama, Mãe Natureza. Eles acreditavam que esses deuses trabalhavam juntos para a fertilidade da terra, e por isso, desenvolveram técnicas agrícolas, como os terraços circulares, visíveis em lugares como Maras e Moray.
Segundo a lenda, o Deus Sol, Inti, enviou os semideuses Manco Capac e Mama Ocllo com a missão de criar uma união entre os povos. Eles nasceram na Ilha do Sol, no Lago Titicaca, na Bolívia, e, obedecendo às instruções de Inti, viajaram para o norte. Durante o percurso, batiam um cajado de ouro — símbolo do Deus Sol devido à sua cor e brilho — no chão até que finalmente encontraram uma terra fértil.
A cidade de Cusco foi fundada quando o cajado afundou na terra, mostrando que ali é um bom lugar para plantio. Ali seria o local ideal. Cusco foi fundada oficialmente pelos espanhóis em 1539, mas os vestígios arqueológicos mostram a migração do Lago Titicaca para Cusco por volta de 1200.
O primeiro governante de Cusco e do Império Inca foi Manco Capac, que, por meio de alianças regionais, unificou os povos e fez de Cusco a capital do império por um século. É importante lembrar que, embora todos sejam chamados de Incas, o termo se referia apenas aos governantes, conhecidos como “filhos do sol”, enquanto as outras pessoas eram identificadas pelo nome de seus povos de origem, como os Aimarás, Mochicas, Kichwas, entre outros.



Roteiro da Rota do Sol
Seremos transportados para o coração da civilização Inka, onde cada parada revela um pedaço fascinante do passado. Pra começar, sairemos de Cusco às 7h e teremos uma breve explicação sobre a lenda de Cusco, e os lugares que vamos passar. A primeira parada será em apenas 50 minutos, em Andahuaylillas, que guarda uma grande obra de arte: Capela de San Pedro e San Pablo, a famosa “Capela Sistina da América”.
Depois, vamos conhecer o complexo arqueológico Raqchi, ruínas de um templo construído em homenagem a Wiracocha, o sol. Raqchi é uma das cidades mais importantes do império Inca, com o maior templo Inca que se tem notícia. Esse templo conta um pouco da rotina e de como os Incas se organizavam enquanto sociedade, como eram suas casas e até o armazenamento de comida.
Na hora do almoço vamos para um buffet com várias opções regionais, pratos típicos para você aprender mais sobre a herança inca nos dias de hoje. Aliás, vem conferir esse artigo aqui com 28 comidas e bebidas peruanas para você provar na sua viagem.
Com um descanso pós-almoço, sseguimos para o El Paso de La Raya, um mirante na fronteira de Cusco com Puno. Situado a 4.335m de altitude, ele oferece uma vista deslumbrante de um vale, com direito à aparição do nevado Chimboya.
Em seguida, antes de chegar ao nosso destino, o Lago Titicaca, fazemos uma parada em Pukara, onde temos a oportunidade de conhecer os famosos Toritos. Esses pequenos e coloridos touros de cerâmica possuem significados únicos: cada forma e cor trazem uma simbologia especial. Por exemplo, eles podem oferecer proteção para a casa, simbolizar união e fertilidade para o casal ou simplesmente trazer felicidade.
Depois, vamos ao Museu Arqueológico de Pukara para ver duas múmias encontradas na região. Revela partes desde a história pré-Inca, como a escultura chamada de Hatunñaqac, o degolador supremo. O fim da nossa aventura é no lago Titicaca, onde aproveitaremos a paisagem e diferentes culturas que existem ali.



Dicas para fazer a Rota do Sol
Cusco fica a 3.399m de altitude em relação ao nível do mar. Na nossa cabeça, o Lago Titicaca estaria abaixo disso, mas se tratando do lago navegável mais alto do mundo, ele está a 3.800m. O ponto mais alto do dia será um mirante a 4.335m Isso quer dizer que o passeio envolve fazer pequenas caminhadas na altitude, é preciso se cuidar para não ter o mal de altitude.
Porém, não precisa se preocupar que o passeio não requer esforço físico, e por isso não precisa de aclimatação prévia. Apenas se mantenha atento os sintomas de mal de altitude, se hidrate bem e descanse quando o corpo pedir.
O clima varia conforme as estações do ano. No verão, o clima é mais fresco. No inverno fica muito frio pela alta altitude, com fortes rajadas de vento geladas. Já entre essas estações, costuma ser frio, com sol intenso e menos ventania que no inverno. Por isso, é preciso estar com roupas que te protejam e que sejam confortáveis para aproveitar a experiência.
Leve pelo menos uma garrafa de água de 1 litro, protetor solar, chapéu e óculos de sol. Se estiver com previsão de frio, se agasalhe propriamente, com toucas, cachecol, jaqueta corta-vento, etc. Nos pés, sempre de sapatos confortáveis.



Além disso, tem que levar uma quantia em dinheiro para pagar os ingressos na entrada de Pukara, Raqchi e Andahuaylillas, porque não existem caixas eletrônicos no caminho. Aliás, levar dinheiro para comprar lembrancinhas também é sempre recomendável, difícil resistir ao artesanato andino. Por fim, esse passeio tem saídas tanto de Cusco para Puno quanto de Puno para Cusco. Você escolhe qual vai ser o ponto de início e de chegada quando for comprar.
Entre em contato com nossa equipe de especialistas para montar o seu roteiro no Peru. Boa viagem!